<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4506487855369622906</id><updated>2011-09-11T23:20:33.862+01:00</updated><title type='text'>Tunisses</title><subtitle type='html'>"Conta-me como foi!"                 
Um telefilme da RTP
(Romanesca Tunovisão Portuguesa).</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tunisses.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tunisses.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>WB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1V_8FGdL-D0/ST7BL7M3bZI/AAAAAAAABm0/q_CuzqaQyfM/S220/WB.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4506487855369622906.post-5320834364981289853</id><published>2007-09-06T00:05:00.000+01:00</published><updated>2007-09-06T00:09:37.661+01:00</updated><title type='text'>Comunicado parentético.</title><content type='html'>Prezados leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o tempo é um bem precioso, nem sempre abundante quanto gostaria, peço que se encham de paciência, pois a narrativa prosseguirá à medida das horas que conseguir roubar à minha preenchida agenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desesperem, que estou certo que compensará perseverar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4506487855369622906-5320834364981289853?l=tunisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tunisses.blogspot.com/feeds/5320834364981289853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4506487855369622906&amp;postID=5320834364981289853&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default/5320834364981289853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default/5320834364981289853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tunisses.blogspot.com/2007/09/comunicado-parenttico.html' title='Comunicado parentético.'/><author><name>WB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1V_8FGdL-D0/ST7BL7M3bZI/AAAAAAAABm0/q_CuzqaQyfM/S220/WB.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4506487855369622906.post-3186383711007276821</id><published>2007-09-04T23:25:00.001+01:00</published><updated>2011-09-06T22:46:50.005+01:00</updated><title type='text'>Noite (Canto I, est. 2)</title><content type='html'>Já agastado com umas mazelas nos joelhos e nas costas, e aborrecido por ter levado uma abada na sueca de dois arrivistas, despediu-se do seu companheiro de sueca.&lt;br /&gt;- Não te esqueças logo, pá!, hoje é dia santo! - Dissera uns dos comparsas.&lt;br /&gt;- Não te preocupes, estou velho, mas não estou senil! Ainda sei que dia é hoje. Além disso, excepto o caminho pro cemitério e pro centro de saúde, os meus pés só conhecem este sítio - respondera o nosso ancião, em tom jocoso.&lt;br /&gt;- Quem virá logo? - Perguntou o "gosma", outro desafortunado viúvo que, como ele, fora, noutros tempos, um jovem e e peregrino tuno.&lt;br /&gt;Ainda era virtuoso executante de bandolim, mas a quem a sorte abandonara a troco de uma doença, contraída há uns três anos, que todos sabiam ser ruim. Mesmo assim, fazia questão de não aparentar grande preocupação, conquanto houvesse vinho para as afogar e umas cartas para enganar a mente.&lt;br /&gt;- Acho que o "fininho" traz cavaquinho e o "brocas", se a mulher deixar, deve vir. Sempre é mais uma guitarra.&lt;br /&gt;Dos outros, não sabia. Não eram tão assíduos como ele, também porque não vivam na solidão de uma casa vazia a quem se não prestam contas.&lt;br /&gt;Que era feito do "vinhas", do "banda" ou do "gaspas"?&lt;br /&gt;Se tivessem morrido, certamente que saberia, por isso.....................&lt;br /&gt;Eram já tão poucos. Enterrara já muitos companheiros de antanho, amigos com quem já só&amp;nbsp;pelos velhos retratos comunicava. A última foto em que estavam todos, com excepção do ""gordo", que partira prematuramente com 50 anos, na flor da idade (segundo ele), fora tirada num jantar da "velha guarda" realizado numa quinta, lá para os lados da Régua, e que pertencia ao "Parreira", mas este morrera no ano seguinte com um derrame e não mais se tinham juntado numa jantarada.&lt;br /&gt;- Que má sorte a minha a de cá ficar a chorar saudades de memórias e pessoas que o tempo vai apagando! - Balbuciara em monólogo, um dos muitos solilóquios&amp;nbsp;que passara a cultivar, para não se sentir tão só.&lt;br /&gt;Despediu-se, com um "Até logo!" e saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regressara pontualmente, como sempre fora seu costume, já nos tempos de tuna, onde era hábito não se ter hábitos ingleses. A taberna, essa,&amp;nbsp;estava ainda "às moscas".&lt;br /&gt;Só a "marocas", uma composta senhora já a dever o corpo à terra, e que nunca saía do seu lugar desde que sentava o farto traseiro no banquinho - assim que o Tiago, o tal sobrinho-neto, abria as porta. Deveria ser porque as forças faltavam e o vinho pesava naqueles membros já mais doentes que uma virose incurável, ou então era genético, porque a sua falecida mãe tinha o mesmo hábito que herdara, por sua vez, da sua. Três gerações de damas de companhia que só eram gente ali mesmo.&lt;br /&gt;Ninguém dava conta dela senão pelos costumeiros bons dias, tardes ou noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou-se e colocou o embrulho, que trouxera religiosamente guardado debaixo do comprido casaco, encostando-o ao canto, ao seu canto de sempre, já lá iam…… mais anos do que gostaria que fossem.&lt;br /&gt;Gozando, naquele sítio, de um prestígio principesco, apareceu na mesa, de imediato, o seu copo, meio de malte escocês com duas pedras. Era o que bebia naquelas noites já que, fora destas, só vinho alentejano que o dono encomendava às caixas de seis, só para ele - o vinho da casa, por muito bom que fosse, já dele se fartara há muito.&lt;br /&gt;Esperando ver entrar um dos seus, eis que lhe surge aquele mesmo rapaz que, na semana anterior, deixara um ferido cordofone aos seus cuidados.&lt;br /&gt;O velho sabia que ele viria, mas não tão cedo.&lt;br /&gt;O rapaz deu&amp;nbsp;as boas noites e refugiou-se no cantinho mais discreto que encontrou, afundando-se timidamente na cadeira.Aquele rapagão, de cabelos pretos bem cortados, trajado com um rigor que era raramente visto, à pergunta do simpático taberneiro,&amp;nbsp;respondeu pedindo cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O velho nem respondera ao cumprimento, preferindo observar o rapaz através do reflexo do seu copo,&amp;nbsp; fingindo que nem ouvira as&amp;nbsp;boas noites&amp;nbsp;(coisa que, pela sua idade, atribuiriam à falta de audição - de que ele, aliás, tinha alguns problemas já).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for,&amp;nbsp; e conversado que estava o seu copo, enaiou um movimento.&lt;br /&gt;Ia para dizer algo, senão quando irrompem, porta adentro, uma "comandita" bem composta a falar e rir alto, como se estivessem a sair dali, ao invés de entrarem.&lt;br /&gt;- Olha, olha! Já cá está o "Lord Clock"! - Dissera o "vinhas" - deve ter um neurónio de quartzo, só pode!&lt;br /&gt;- Estás a beber sem nós? - Perguntou, em jeito de provocação, o "bandas".&lt;br /&gt;- Não, vocês é que estão em abstémia descompensação! Claro que estou a beber, seus "rafeiros". Acham que um gajo tem pachorra para esperar por vocês a beber água? Já vai sendo tempo de trocarem o vosso relógio de sol por um pêndulo de parede, isso são horas?&lt;br /&gt;- Lá está o velho a falar como se ainda fosse o Magister! Olha que nós voltámos, há muito, à vida civil! - Atirara o "mosca", um cinquentão que fizera parte da quinta geração de caloiros.&lt;br /&gt;- Ó meu cabrão, uma vez tuno, sempre tuno! Diz-lhe, ó "vinhas", tu entendes e eu não tenho vontade de explicar outra vez!&lt;br /&gt;Aquele chavão, tantas vezes propalado, parecia ganhar um significado inteligível. O jovem ouvira e guardara para si: "Uma vez tuno, sempre tuno!". &lt;br /&gt;A frase pareceu ecoar durante largos minutos, com o assentimento geral, manifestado numa pausa que instalou um momentâneo silêncio em todos.&lt;br /&gt;Aqueles velhotes pareciam emanar um espírito que era bem mais do que as palavras ocas que os tunos lá da faculdade recitavam.&lt;br /&gt;Quem eram aqueles velhos tunos? De que tuna teriam sido?&lt;br /&gt;Ele, que ainda só agora chegara ao segundo ano, pouco sabia da sua academia, da sua história, já para não falar da sua tuna de que só tinha ideia de meia dúzia de prémios que constavam do currículo que adornava o panfleto que o motivara, no ano anterior, a "alistar-se".&lt;br /&gt;Se alguém sabia, teria de ser o Sr. Tiago, o dono.&lt;br /&gt;Não perderia ocasião de lho perguntar, mas quando fosse mais propícia a hora.&lt;br /&gt;Agora, preferia concentrar-se naquele momento mágico que estava prestes a começar.&lt;br /&gt;Era a quarta ou quinta vez que comparecia. Desde a primeira, ficara enfeitiçado, preso àquela forma, desconhecida para ele, de cantar e tocar, conviver e viver; algo bem diferente daquilo que sucedia na sua tuna.&lt;br /&gt;Parecia não haver pressas na forma de tanger, mesmo quando alguns dedos desenhavam semi-fusas no bandolim e outros faziam passagens relâmpago nos bordões da guitarra. Parecia que tudo decorria em "slow-motion", e era como magia no ar e nos corações......... emanando uma paz e uma aurea perfumada com os aromas a velhos livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4506487855369622906-3186383711007276821?l=tunisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tunisses.blogspot.com/feeds/3186383711007276821/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4506487855369622906&amp;postID=3186383711007276821&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default/3186383711007276821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default/3186383711007276821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tunisses.blogspot.com/2007/09/noite-cap-i.html' title='Noite (Canto I, est. 2)'/><author><name>WB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1V_8FGdL-D0/ST7BL7M3bZI/AAAAAAAABm0/q_CuzqaQyfM/S220/WB.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4506487855369622906.post-8473315562598470844</id><published>2007-09-04T22:40:00.001+01:00</published><updated>2011-09-06T21:42:25.719+01:00</updated><title type='text'>Caminhos (Canto I, est. 1)</title><content type='html'>Chovera nesse fim de tarde de cor ocre, como se o céu, agora livre de cinzentos âmagos, parecesse ferido pela luta travada por uma nesga mais de sol.&lt;br /&gt;O cheiro, aquele característico odor de uma terra transpirada, enchia mais do que as narinas, trazendo uma aura alucinógena .&lt;br /&gt;Com passada vagarosa, num lento compasso bem marcado, os pés palmeavam aquelas pedras tão desordenadamente colocadas, e a que o tempo dera uma mão, numa calçada mais antiga que a memória, já de si bem gasta de tanto cumular de anos.&lt;br /&gt;Absorto por este ambiente feérico, o velho tuno, de alta estatura, embora já curvado sob o peso do tempo, de rugas bem vincadas, de tez descorada, o pouco cabelo já mais albo que cinzento e mãos fortes segurando uma bengala de fortuna, feita de cerejeira, ia contando as horas que passara sentado à mesa daquela velha taberna com os poucos que ainda restavam de um passado, para quem se lembrava, recheado de glórias.&lt;br /&gt;Ganhara à sueca, bebera à conta da aposta e, agora, regressava a casa pelo mesmo caminho que o levara, noutros tempos, a rondar aquela que Deus já tinha consigo.&lt;br /&gt;A conversa que entrecortara as interjeições e profusos comentários da jogatana, andara, uma vez mais, à volta dos velhos tempos, daqueles em que o traje ainda não tinha sido vencido pela traça, das actuações de que já nem sequer lembrava o ano, dos amigos cujo B.I. era agora uma lápide, das serenatas&amp;nbsp;às belas jovens cuja imagem já nem conseguia ler. Só não esquecia a que fizera à sua mulher [ -Que Deus a tenha! ] há uns bons 40 e tal anos atrás.&lt;br /&gt;Como o tempo mudara, como tudo mudara, como ele mudara!&lt;br /&gt;Ainda possuía aquela desenvoltura de dedos e um timbre invejável que faziam as delícias de muitos, mas já se percebia que o tempo tinha vencido o corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as quintas, no velho tasco de sempre, dava-se lugar à nostalgia. O actual dono, sobrinho-neto do há muito falecido mestre Raúl, fazia ponto de honra que, ao menos uma vez por semana, a casa fosse novamente alfobre de Tuna e de Academia, mesmo se em analepse, pois que a noção de academia e tuna fora-se perdendo naquela urbe, dando lugar àquilo que aqueles velhotes apelidavam de "tunerias". &lt;br /&gt;Nessas noites, a clientela era "escolhida": não entravam rufiões e "garotos" à cata de bebedeiras baratas ou que nem respeitavam os mais antigos para lhes dar lugar, como manda o civismo e educação (que as novas modas faziam por esquecer); só pessoas "cultas" ou respeitadoras, nessa altura, podiam entrar, enquanto houvesse lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas noites, e de há uns tempos para cá, de modo cada vez mais frequente,&amp;nbsp; o velho galã reparara no insólito de aparecerem uns meninos de capa e batina que, vencendo a inicial curiosidade e desconfiança, tinham passado a abancar e a ir beber algo mais do que uns copos.&lt;br /&gt;Ao contrário de muitos outros jovens, aqueles assemelhavam-se aos muitos que tinham passado por aqueles bancos e mesas, mas há muitos, muitos anos. Não diziam palavrões, ouviam, comentavam e falavam de modo discreto; os seus olhos perscrutavam e radiografavam cada cena, parecendo treinados na arte da investigação policial. Se fosse no tempo de Salazar, não teria dúvidas em achar que eram bufos&amp;nbsp;da PIDE. &lt;br /&gt;Pensava nisso o nosso ancião quando repara que, no chão, se lhe oferecia, a seus pés, algo mais do que gasta calçada, mera sucessão aleatória de pedras: uma guitarra; uma guitarra partida, feita em pedaços.&lt;br /&gt;Não precisou de muito inquirir. Ouvia-se, ainda, o barulho vindo do primeiro andar, onde a luz estava enclausurada por grosso cortinados e só a esforço rompia as portadas.&lt;br /&gt;Discutia-se a bom discutir. Uma voz de rapaz misturada com a de uma moça que parecia estar capaz de matar ou matar-se.&lt;br /&gt;Enquanto ouvia (&amp;nbsp;o que qualquer transeunte podia fazer sem custo), pegara na guitarra que parecia que estaria menos partida que o coração dos dois que, lá em cima, se desfaziam em trocas verbais pouco amistosas.&lt;br /&gt;Percebera que o rapaz era tuno. Percebera que a moça, sua noiva, não o queria mais partilhar com essa vida. Percebera que o rapaz estava dividido, incapaz de balbuciar razões que não impropérios movidos pelo desespero e o descontrolo.&lt;br /&gt;Foi com a guitarra já nas mãos que lhe rompeu o jovem ofegante, explodindo pela porta da rua, &amp;nbsp;a tremer - de fora de si que estava, não conseguindo disfarçar as copiosas lágrimas que lhe lavavam o rosto.&lt;br /&gt;- Fique com ela! Também já não vale a pena: está partida. Nem compro outra, que já não faz sentido esta merda sem ela! - Atirara como que para disfarçar uma óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecera o rapaz como aquele miúdo calado e de olhar penetrante que, naquelas últimas quintas à noite,&amp;nbsp;junto com os outros 3 ou 4&amp;nbsp;mancebos,&amp;nbsp;parecia sorver as conversas, tragar e beber cada narração, episódio, ou qualquer&amp;nbsp;"aventura",&amp;nbsp;provenientes daquelas sangrias que ele partilhava com outros, poucos, que ainda restavam dessas devolutas demandas tunantes.&lt;br /&gt;Já em casa, naquela casa agora vazia, só de quando em vez iluminada pela vinda dos filhos e netos, que tinham ido à procura de fortuna lá prós lados do Porto, Santarém e Lisboa, depusera, em cima da mesa da sala, aquilo que parecia ter sido uma bela guitarra.&lt;br /&gt;Movido por um fervor que já não sentira há muito, as hábeis mãos tinham-se apressado a recolocar na ordem certa aquele puzzle de madeira.&lt;br /&gt;Longas noites velaram aquele corpo informe, quebrantado pelo desalinho de dois jovens pombos. Mas, com o paciente saber daquele velho mestre, ia ganhando nova vida, sarando as feridas. &lt;br /&gt;A perícia e o tacto daqueles dedos, eram como a mão que acaricia a testa do doente, trazendo reconforto e esperança.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4506487855369622906-8473315562598470844?l=tunisses.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tunisses.blogspot.com/feeds/8473315562598470844/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4506487855369622906&amp;postID=8473315562598470844&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default/8473315562598470844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4506487855369622906/posts/default/8473315562598470844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tunisses.blogspot.com/2007/09/caminhos.html' title='Caminhos (Canto I, est. 1)'/><author><name>WB</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_1V_8FGdL-D0/ST7BL7M3bZI/AAAAAAAABm0/q_CuzqaQyfM/S220/WB.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
